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México

Alegria e espontaneidade que fazem brasileiros sentirem-se em casa


O México é uma síntese da América Latina. Dono da maior cidade das Américas, com mais de 20 milhões de habitantes – a Cidade do México –, o país exibe um pouco de toda a América Latina, inclusive do Brasil. As semelhanças aparecem na paixão pelo futebol, pela música, pela festa e é rapidamente percebida pelo turista na hospitalidade que o mexicano esbanja diante dos visitantes. A hospitalidade é ancestral. Antes das muitas lutas travadas entre os espanhóis e os povos pré-colombianos que habitaram a região – astecas e maias, para citar os mais “famosos” –, os colonizadores foram bem-recebidos. A história conta que os astecas esperavam a visita dos deuses e acreditaram que os espanhóis
eram os tais, abrindo os braços para eles. Seguem fazendo isso, para alegria dos visitantes.



Cidade do México


A maior cidade colonial das Américas tem tantas coisas para se ver que por mais tempo que o visitante fique, será pouco. O Museu Nacional de Antropologia é um dos maiores do mundo e destaca a história pré colombiana. Depois do museu, seguir para o Zócalo, marco zero da cidade, é uma boa pedida. A praça abriga a Catedral Metropolitana, com sua imponente fachada gótica, o Palácio Nacional e hotéis instalados em edifícios coloniais, entre eles o Majestic. Entre as áreas verdes, a principal é o Parque Chapultepec, no final do Paseo de La Reforma, uma Avenida Paulista mexicana.

Uma das excursões mais comuns a partir da Cidade do México é a que leva a Teotihuacán, a cidade erguida pela civilização de mesmo nome antes mesmo dos astecas estabelecerem-se aí. Está a 22 quilômetros do centro e é um passeio que merece o dia inteiro, principalmente se o passageiro tiver interesse especial pela história. No caminho, a excursão já inclui a visita à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira do país. Há três versões do templo no mesmo lugar: a original, de 1815, a que se construiu depois, de 1875, e a moderna, de 1974, onde hoje está o manto sagrado do milagre ali realizado. O milagre envolve o índio Juan Diego, que se converteu ao catolicismo.

À noite, a diversão é garantida em programas tão animados quanto exóticos. Um dos endereços mais procurados pelos que gostam da animação noturna é a Zona Rosa, nas proximidades do Paseo de La Reforma. A Praça Garibaldi deve ser incluída no programa turístico dos que querem conhecer um pouco mais das cores locais. A praça reúne a maior concentração de mariachis por metro quadrado do mundo. Os mariachis estão ali durante todo o dia – e noite –, à disposição de quem queira contratar seus serviços para uma serenata, por exemplo.



Cancun e Riviera Maya


O balneário mais famoso do México já foi a região mais despovoada do país. Investimentos pesados em infra-estrutura transformaram a região na Cancun que hoje recebe visitantes de todo o mundo. Atrativos não faltam: além das belas praias, há sítios arqueológicos, reservas naturais, parques aquáticos e temáticos e, no centro da cidade, uma vida noturna capaz de concorrer com todos os atrativos do dia... Poucos destinos são realmente completos, mas alguns são. Cancun é um deles, além de ser porta de entrada para explorar a Riviera Maya, região que se espalha pela Península de Yucatán (com os estados de Quintana Roo, Yucatán e Campeche). Há quase uma dezena de sítios arqueológicos maias prontos a receber a visita dos turistas, alguns mais famosos, como Chichen Itzá (uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo Moderno) e Uxamal, e vários deles desconhecidos.

Em Quintana Roo, duas das mais visitadas são Tulum e Cobá, as duas bastante especiais. A primeira, por ser um dos poucos sítios arqueológicos preservados a beira-mar. Construído em um rochedo com vista para o mar do Caribe, Tulum tem templos e construções que tiveram seu apogeu por volta de 1200. O cenário é de tirar o fôlego dos visitantes: o incrível mar do Caribe a partir das fascinantes edificações maias, a apenas 130 quilômetros ao sul de Cancun. Cobá, a 47 quilômetros de Tulum, é apontada como a cidade maia mais diferente entre os conjuntos encontrados no México. Acredita-se que era o entroncamento de cerca de 40 caminhos maias, tendo por isso importante destaque no comércio dessa civilização. Hoje, nas proximidades de todos esses sítios é possível encontrar confortáveis hotéis e resorts que fazem da viagem à região uma exploração aventureira com muito conforto e comodidades.



Guadalajara

A segunda maior cidade mexicana é a capital de Jalisco, estado conhecido como terra de origem dos mariachis e da tequila. Conhecida também como “cidade das rosas”, apesar de seu tamanho, Guadalajara mantém atmosfera tranqüila, por conta de suas muitas praças, seqüenciais, e os edifícios coloniais espalhados por elas. A Catedral é um dos melhores exemplos. Sua construção começou em 1542, mas só foi concluída no século 18. O Palacio de Gobierno, onde atualmente funciona o governo estadual de Jalisco, segue estilo barroco. Os dois edifícios estão na Plaza de Armas, com coreto central, onde ocorrem apresentações musicais nos finais de semana. Pela cidade, ainda devem ser visitados o Teatro Degollado, de 1866, e o Instituto Cultural Cabañas, construído como hospício em 1805. Trata-se do maior edifício colonial das Américas, com 23 pátios internos e uma cúpula central enorme. Funcionou também como orfanato, tendo abrigado até três mil crianças simultaneamente. O edifício fica na Plaza Tapatía, no final de um calçadão de nove quarteirões, que começa junto à Catedral.



Oaxaca

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A cidade é a capital do estado de mesmo nome e está localizada em um extenso vale, a 1,5 mil metros do nível do mar. Colonial, tem nos edifícios históricos e nas ruas estreitas de pedra entretenimento certo para quem gosta de história. A Plaza de Armas, ou Zócalo, está rodeada de charmosos cafés, local ideal para se apreciar o movimento da praça, que tem a circulação de automóveis proibida. Nas proximidades, a Alameda de León é outra praça da cidade, onde está a Catedral, reconstruída em 1730, em estilo barroco. A Casa de Juárez é outra construção colonial que conta ainda um pouco da história de Benito Juarez, um dos idealizadores da reforma agrária no país. O Mercado Juarez, para artigos de couro e cerâmica, e a Basílica de La Soledad são duas visitas fundamentais. Nesta segunda, a fachada barroca de 24 metros da igreja construída entre 1682 e 1690 impressiona. Também no Vale de Oaxaca, Monte Albán, que já foi a maior cidade zapoteca da história, é uma visita imperdível. Está a oito quilômetros da capital do estado e é um sítio arqueológico fascinante, com construções bastante preservadas, como o Observatório, a Plataforma Norte, o Túmulo 104 e o Campo de Bola.



Puerto Vallarta


Também em Jalisco, Vallarta, como é conhecido o balneário, começou a ganhar fama na década de 60, tornando-se uma das praias mais famosas do Pacífico mexicano. O balneário ocupa os cerca de 40 quilômetros da baía Banderas e o centro fica na parte antiga, Viejo Vallarta. Tem ruas de pedra e casas brancas, baixas, ao estilo mexicano. Fora dessa região, construções luxuosas chamam a atenção dos visitantes, que tem na avenida beira-mar seu ponto alto. Também vale a pena visitar a Marina Vallarta e chegar até Nuevo Vallarta, que, por estar já no estado vizinho, tem fuso horário diferente. Para quem quer badalação, Nuevo Vallarta é o local certo. Já quem procurar algo mais tranqüilo, vai preferir Viejo Vallarta na certa.



Taxco


Em Guerrero, estado mexicano mais famoso por Acapulco, Taxco é uma cidade colonial muito bem preservada, a 1,8 mil metros de altitude. Os colonizadores encontraram minas de prata na cidade e a exploração do metal durou mais de cem anos, garantindo construções majestosas, como a Casa de Figueroa, a Casa Humboldt e o Museu Guillermo Spratling, com objetos pré-colombianos e obras de arte da coleção de Spratling. Mas o ponto alto da visita é a Plaza Borda, pequena, mas endereço da Igreja de Santa Prisca, de 1751, e o Mercado de Taxco. É também ali que fica o Bar Bertha, onde, reza a lenda, haveria nascido a margherita, uma das típicas bebidas mexicanas, misturando tequila, Triple Sec e suco de limão.



Acapulco


Percorrer de táxi a avenida que contorna a baía de Acapulco é o começo de uma boa viagem pelo balneário mexicano do lado do Pacífico. Os taxistas são guias em potencial, especialmente em Acapulco. Ali, eles parecem ter um prazer a mais em distribuir informações sobre as atrações percorridas. O circuito é pela Avenida Costera Miguel Aleman, onde estão concentrados os hotéis, bares, restaurantes e lojas, principalmente. Também há um bom número de danceterias, mas as mais badaladas da cidade estão na Carretera Escenica, donas das melhores vistas para a baía de Acapulco. O tour “panorâmico” vale para ter uma idéia geral da cidade. A conclusão dele pode ser no La Quebrada, visita obrigatória de qualquer turista. É lá que se apresentam os clavadistas, os famosos mergulhadores que se atiram do alto de uma montanha de mais de 40 metros ao mar. O show ocorre todos os dias, das 9h30 às 22h30, e cada horário tem sua beleza particular.



Los Cabos


É sob o arco desenhado pelas rochas que as águas do Oceano Pacífico encontram um dos mais vivos mares do planeta, o Mar de Cortez. Na Península da Baixa Califórnia, Los Cabos é um cartão-postal de paisagens únicas. Cabo de San Lucas é a cidade mais ao extremo da península, onde está El Arco, nome do cenário mais famoso da região, na Praia do Amor. A vida marinha é farta no Mar de Cortez e a pesca esportiva é um dos atrativos do destino, inclusive com a presença do marlim-azul. San José del Cabo, fundada em 1730, e Cabo de San Lucas dão vida à porção terrestre dessa parte do continente. Separadas por apenas 29 quilômetros, as diferenças entre as cidades não poderiam ser maiores. Em San José, é possível encontrar marcos da colonização espanhola. A cidade tem uma praça central, igreja do século 18, prefeitura instalada em típica construção espanhola. Já em San Lucas é que o visitante pode perder-se em compras, seja em lojas pelas ruas, mercado popular ou até ambulantes.



Você sabia que...

... o Palácio Nacional, na Cidade do México, abriga murais de Diego Rivera? O pintor, que foi casado com a também pintora Frida Kahlo, levou seis anos para concluir o trabalho que retrata os principais acontecimentos da história mexicana, concluído em 1925.

... Cancun é também o reino dos parques aquáticos? X-Caret e Xel-Há são os dois mais famosos e merecem visitas de dia inteiro, cada um. O conceito é de um parque aquático-temático-arqueológico. X-Caret está 70 quilômetros ao sul de Cancun, enquanto Xel-Rá está mais longe, a 122 quilômetros , ambas localizadas na Riviera Maya.

... que até na cerveja os mexicanos colocam pimenta? O nome dessa mistura é michelada!

... que a tequila, é, na verdade, “o tequila”? No México, a bebida mais popular do país é conhecida no masculino, por isso, ao pedir, não erre:“un tequila, porfi!” A tequila e o mezcal são destilados do agave, uma espécie de cactus.

... o táxi aquático é fundamental em um bom passeio em Puerto Vallarta? É possível “pegar” o táxi no Malecón, a avenida beira-mar, e, de lá, atravessar para o outro ponto da baía, permitindo, além do deslocamento, vistas incríveis da cidade a partir do mar.

... Acapulco também tem ótimos pontos de mergulho? Os mais procurados estão na ilha La Roqueta, perfeita para os que procuram, também, um cantinho mais tranqüilo na movimentada cidade.

... em San Lucas, em Los Cabos, há excelentes restaurantes instalados nas antigas “haciendas espanholas”? Além de experimentar a variada gastronomia mexicana, ainda é possível conhecer o interior de casas coloniais